Quando a criança deve ir para a creche?

Quando a criança deve ir para a creche?

Em certo momento, toda mãe se depara com esse questionamento. É claro que a maioria das mães ainda sofre com essa tomada de decisão. Para esse sentimento, não houve revolução feminista que desse conta.

Durante muito tempo, a creche era vista como uma instituição para a mãe trabalhadora. Com o avanço das pesquisas, verificou-se a importância da creche para a criança e houve uma revolução no significado dessa instituição. A creche tornou-se um direito da criança, de forma que pouco importa se a mãe trabalha ou não. O foco é a criança e não a mãe.

Apesar dessas descobertas científicas, não podemos ignorar os sentimentos que envolvem a maternidade. Quando nasce um bebê, nasce uma mãe. E para esse cargo extenuante que contempla uma jornada de 24 horas por dia, 7 dias por semana, sem direito a férias e remuneração, existe uma candidata ávida em exercê-lo com comprometimento e amor. E aí fica difícil delegar essa função. Afinal, quem mais no mundo poderia exercer esse trabalho com mais excelência do que ela, a mãe?

Ninguém. Ninguém melhor no mundo para ser mãe além da própria mãe. E a creche nunca vai substituir uma mãe ou um pai. No entanto, cada um, família e creche, tem papéis fundamentais na vida da criança. Não se trata de optar por um ou por outro e sim da aliança dos personagens indispensáveis da primeira infância.

Dessa forma, a Creche e Pré-Escola Oficina do Crescer encontrou na Abordagem Reggio Emilia o fio condutor para o dia a dia da criança. O planejamento metodológico tem por escopo o desenvolvimento integral das potencialidades da criança.

O maior presente para um indivíduo é o exercício pleno de sua autonomia, contemplando todas as áreas de sua vida. O indivíduo é um todo, não é possível fragmentá-lo em conhecimento intelectual, habilidades emocionais e sociais, desenvolvimento físico, etc.

Orientada pelo conceito do indivíduo em sua totalidade, a Creche e Pré-Escola Oficina do Crescer cuida também da saúde da criança. De acordo com a recomendação dos pediatras, utiliza-se de um sistema de higienização das salas e dos brinquedos a fim de manter um ambiente livre de contaminação.

Por que somos uma oficina?

A Escola com que sempre sonhei. Sem imaginar que pudesse existir.

Rubem Alves

“Aí o meu companheiro de direção contrária me perguntou se não seria possível mudar as coisas. Abandonar a linha de montagem de fábrica como modelo para a escola e, andando mais para trás, tomar o modelo medieval da oficina do artesão como modelo para a escola. O mestre artesão não determinava como deveria ser o objeto a ser produzido pelo aprendiz. Os aprendizes, todos juntos, iam fazendo cada um a sua coisa. Eles não tinham de reproduzir um objeto ideal escolhido pelo mestre.

O mestre estava a serviço dos aprendizes e não os aprendizes a serviço do mestre. O mestre ficava andando pela oficina, dando uma sugestão aqui, outra ali, mostrando o que não ficara bem, mostrando o que fazer para ficar melhor (modelo maravilhoso de avaliação). Trabalho\ duro, fazer e refazer. Mas os aprendizes trabalhavam sem que seja preciso que alguém lhes diga que devem trabalhar. Trabalham com concentração e alegria, inteligência e emoção de mãos dadas. Isso sempre acontece quando se está tentando produzir o próprio rosto (e não o rosto de um outro). Ao final, terminado o trabalho, o aprendiz sorri feliz, admirando o objeto produzido.”

 

 

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